“Cadê a Rodoviária, Governador?”: Teixeira de Freitas há anos espera por terminal, obra de R$ 7,5 milhões não tem prazo de entrega

Teixeira de Freitas: Há anos, a população de Teixeira de Freitas, cidade de quase 170 mil habitantes no extremo sul da Bahia, vive sem um terminal rodoviário adequado. Enquanto isso, as obras do novo Terminal Rodoviário, localizado às margens da BR-101, seguem a passos lentos, sem prazo de conclusão, apesar de um investimento milionário de R$ 7.468.937,69. O cenário de morosidade obriga passageiros a usarem um espaço improvisado atrás de uma churrascaria para embarques e desembarques intermunicipais e interestaduais.
A reportagem do Liberdade News foi até o local das obras, na Rua Imperial, bairro Nova Jerusalém, e encontrou apenas uma placa com informações mínimas: a indicação de que é uma obra do Governo do Estado e seu custo total. Não há nenhum dado sobre a empresa ou engenheiro responsável, muito menos uma data estimada para o fim dos trabalhos.
O atraso ganhou mais um capítulo recente. Em dezembro de 2025, o governador Jerônimo Rodrigues autorizou uma nova licitação, agora para a pavimentação das vias de acesso ao terminal, com prazo de execução de 8 meses. Enquanto esta etapa sequer começou, a obra principal, sob responsabilidade da Secretaria de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e da Companhia de Desenvolvimento Urbano (Conder), permanece inacabada.

Improviso e Desconforto para a População:
A ausência do terminal obriga a população a utilizar um local totalmente inadequado, conhecido como “Vento Sul” – na verdade, a área dos fundos de uma churrascaria – para acessar o transporte de longa distância. O antigo e estruturado terminal rodoviário da cidade foi demolido para dar lugar ao Hospital Estadual Costa das Baleias (HECB), sem que uma nova infraestrutura equivalente estivesse pronta para substituí-lo.
Moradores que circulam pelo canteiro de obras dirigem a mesma pergunta às autoridades: “Cadê a rodoviária, governador?”. A reportagem buscou informações oficiais junto ao Governo do Estado sobre um novo cronograma, mas não obteve resposta até o fechamento desta matéria.
A situação expõe o descaso com um equipamento público essencial para uma das principais cidades da região, deixando milhares de passageiros em situação de vulnerabilidade e sem a dignidade de um espaço adequado para viagem.

Por: Rafael Vedra/Liberdadenews